Oficina de Escrita Curativa de Flor, Priscila promoveu Escrevivência e criação literária em Tatuí
- Flor Priscila
- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Contemplado pelo Edital do Museu Histórico Paulo Setúbal nº 02/2025, dentro da programação do 5º Festival de Arte e Cultura “Mestre Canturião José Pinto de Moraes”, o projeto Oficina de Escrita Curativa foi realizado em Tatuí com o objetivo de incentivar a escrita a partir de uma abordagem contemporânea, sensível e acessível. A iniciativa teve como eixo conceitual a Escrevivência, cunhado pela escritora Conceição Evaristo, aliada a técnicas de escrita criativa e expressiva voltadas ao autoconhecimento e à elaboração emocional.
Inicialmente prevista para acontecer no Museu Histórico Paulo Setúbal, a oficina foi transferida para o CEU das Artes devido às reformas no prédio. A mudança permitiu que a atividade fosse realizada durante a semana de aniversário da cidade, ampliando seu alcance simbólico e cultural. O projeto foi dividido em duas etapas: uma oficina prática e, posteriormente, a exposição dos textos produzidos pelos participantes.
A oficina ocorreu das 14h às 17h e reuniu um público diverso em idade e gênero, incluindo participantes vindos de cidades vizinhas, como Boituva. A oficina contou ainda com um coffee break preparado pela empresa Souk Nachar, especializada em culinária árabe, e com registro fotográfico do fotógrafo William Lima. Todos os participantes receberam material didático, kit de escrita, certificado e um baralho literário para uso posterior.
Durante o encontro, os alunos participaram de três dinâmicas principais desencolvidas pelas escritora Flor, Priscila. A primeira, intitulada Encontro com a criança interior, utilizou estímulos sensoriais como alimentos afetivos da infância para ativar memórias e introduzir o conceito de escrevivência. A segunda dinâmica, A arte de desapegar, propôs exercícios de troca de frases entre os participantes, estimulando o desapego ao texto e a criatividade, com referência à obra de Manoel de Barros. A última atividade utilizou um Baralho literário autoral como ferramenta para liberar a imaginação e reforçar a escrita como prática essencialmente experimental.
A segunda etapa do projeto foi realizada na Biblioteca Municipal Brigadeiro Jordão, com a montagem de um Varal de Textos aberto ao público entre os dias 6 de novembro e 10 de dezembro. Os textos produzidos na oficina foram expostos preservando a caligrafia original dos autores e, posteriormente, doados ao acervo de literatura tatuiana da Biblioteca Municipal Brigadeiro Jordão. Segundo a coordenação, a oficina foi bem-sucedida tanto do ponto de vista pedagógico quanto afetivo, revelando o interesse e o potencial literário da cidade. O projeto reforça a escrita como ferramenta de expressão, cuidado e resistência cultural, ampliando o acesso à literatura e valorizando as narrativas pessoais da comunidade.
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